Irrealidade

Tive um sonho, mas não um simples sonho.

Foi um sonho em que mesmo dentro daquela ilusão eu precisava e necessitava descrever, cada passo do que havia ocorrido ali e de maneira tão real. Meu subconsciente dizia ao meu exterior: “Quando você acordar, você irá escrever, cada momento dessa IRREALIDADE, pois nela eu ficaria presa pelo resto da sua vida e pós vida também” Eu ficaria ali até que a realidade se chocasse de forma tão intensa, e se torna-se mais do que um simples sonho, até que entre o meu fechar de olhos eu pudesse viver o meu sonho real.

E foi assim: Eu estava dormindo aos braços do moço mais lindo que eu já havia visto, minha pele se completava a todas as tatuagens que envolviam o seu corpo, a cada caricia que ele me fazia, eu o retribua com uma expressão melosa, e um tanto feliz, era uma expressão única, de quem sabia que nunca sentiria algo igual novamente, até ele mesmo se perdia em tanta sinceridade passada, num acariciamento que eu fazia durante a minha mudança de face, mais impressionante ainda, era quando ele cantava, aquela voz não poderia ser um sonho, era mais real que qualquer outra voz que eu já tenha presenciado, ela ultrapassava os meus ouvidos, chegava ao meu sonho e se transportava para a realidade, perguntem ao meu travesseiro foi tão intenso, que até mesmo ele pode ouvir. No meio de todo esse amor nítido, dessa ligação e entrelaçamento único, de duas pessoas que podiam se juntar num simples olhar, provocando um magnetismo jamais visto, eu precisei ficar por entre aqueles braços por muito tempo, eu queria parar o tempo ali, e o mais bonito e que ele também queria, é como se os nossos corações dependessem um do outro para bater, e eles batiam na mais linda e bela sincronia.

E como todo sono há uma hora em que a gente tem que acordar, meus olhos se abriram lentamente, puderam enxergar todo aquele local, e encontrar o olhar mais expressivo, já colocado a minha frente, e ele estava olhando para mim, e aquelas mãos mexendo em meu cabelo, acariciando o meu rosto, eu não podia acreditar que era ELE.

Eu me levantei levemente usando seus braços como guia e seus olhos como prisão, e me dirigi até a sua boca, antes de beijá-lo, eu lhe disse três palavras: “Eu te amo…” (foi o mais real e sincero que já disse em toda a minha vida), seguido de uma outra palavra que o fez dar um sorrisinho único “… Guri”.

E foi naquele beijo que acordei realmente, vi que não existiam mais seus braços entre os meus, sua boca na minha, mas mesmo assim, acordei a pessoa mais feliz do mundo naquele momento, segundos que valeram uma vida, um sonho que valeu uma história, sem ao menos ter sido real.

Não sei até onde um sonho pode ir, mas esse ultrapassou todas as barreiras, do meu coração.

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